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  • High Clean

Vai restaurar seu primeiro antigo? Melhor seguir algumas dicas.


Você é novo no lance de colecionar automóvel antigo. Comprou seu primeiro projeto de carro clássico e decidiu restaura-lo. Para não entrar numa cilada, Bino, é melhor escutar o que esses caras têm a dizer.


Para Zeew Maghidman, da Legendary Motors, são cinco dicas básicas:


"Paciência. O trabalho de restauração é minucioso e cheio de detalhes que exigem pesquisa, tempo e dedicação. Paciência é item fundamental para o cliente e para o restaurador. Boa condição financeira. Uma restauração bem feita envolve conhecimento de alto nível, materiais raros e muitas vezes importados, ou até mesmo a construção de peças ou acessórios que já não se encontram no mercado. Isso tudo, é lógico, custa caro.


Escolher o profissional certo é crucial, ainda mais se o cliente não tiver muitos conhecimentos sobre o tema. Pesquise, pergunte a pessoas da área quem são aqueles profissionais com profundo conhecimento histórico, mecânico e estético em sua área.


Planejamento é (quase) tudo. A restauração envolve fases distintas que exigem um cronograma claro e realista, envolvendo a estrutura do veículo (chassis, colunas), parte mecânica, parte elétrica, estética interior e exterior. Sem um planejamento e um cronograma bem feitos, acordados entre cliente e fornecedor, a restauração torna-se inviável ou, no mínimo, uma enorme dor de cabeça.


Saber o que quer. Os profissionais restauradores competentes têm suas próprias ideias, conceitos e técnicas. Mas é fundamental que o cliente tenha uma ideia do que exatamente espera como resultado da restauração. Um ponto de partida é definir entre preservar a originalidade do veículo ou partir para uma restauração que deixe espaço para a customização. Uma ou outra vertente define a restauração como um todo".


O colecionador Guilherme Marx acrescenta ainda outras não menos importantes:


"Qual a finalidade do carro. Se ele é um resgate de uma memória de família, em tese você ficará com ele para sempre. Então é o caso de não poupar esforços e recursos para deixar o veículo impecável. O mesmo vale se o automóvel for um investimento, o que também exigirá muita pesquisa de mercado. Mas se a ideia é só entrar na moda, curtir ocasionalmente, talvez não seja tão prioritário ter tudo rigorosamente original.


Cuidado na customização, pois seu gosto pessoal pode não ser aceito no mercado na hora de vender o carro, ou acabar com as chances de premiação do automóvel se ele estiver participando de um encontro de antigos, por exemplo.


Entender o que pode ser adaptado. Uma ventoinha elétrica não é vista com maus olhos, assim como transformar um carro de seis em 12 volts. Substituir o dínamo por um alternador também é aceitável, por exemplo. São mudanças que facilitam o uso diário do automóvel".


O advogado Noel Agapito acaba de finalizar seu Chevrolet Camaro Type LT 1976. Para ele, "restaurar um automóvel antigo é sempre um aprendizado de paciência, companheirismo, persistência e decepções, mas também de muitas alegrias".


Sua experiência no assunto – ele e o primo também refizeram uma picape Chevrolet 3100 – lhe dá moral para sugerir a seguinte sequência: "escolha um automóvel que traga boas recordações e seja um prazer tê-lo em mãos, pois se assim não for, pode ser que você desista no meio do caminho; depois resolva a parte mecânica, de preferência desmontada do carro; daí parta para funilaria e pintura, e então tapeçaria e vidros. Por fim, os acabamentos finais".


Pelas fotos do Camaro, dá pra ver que deu certo.



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